Big Tech usa ouro ilegal contrabandeado da Amazônia

Reportagem investigativa do Repórter Brasil mostra o caminho do ouro ilegal dos garimpos na Amazônia brasileira até chegar às mãos das quatro empresas de tecnologia mais valiosas do mundo: Apple, Microsoft, Amazon e Google. 

O ouro ilegal é usado em placas de computadores, servidores de hospedagem e dispositivos eletrônicos como celulares e tablets. Antes de chegar nessas gigantes, no entanto, o ouro passa pela mão de atravessadores com a intenção de “lavar” sua origem suja ligada ao desmatamento, contaminação de rios com mercúrio, assassinato de indígenas e ambientalistas, assim como invasão de unidades de conservação federais.  

O ouro ilegal vai do Brasil para uma das maiores empresas de refino de metais no mundo, a italiana Chimet, que revende para as gigantes da tecnologia. Só em 2020, a Chimet teve uma receita de cerca de 3 bilhões de euros (R$ 18 bilhões), o que representou um aumento de 76% em relação ao ano anterior. Em plena pandemia, quando os garimpos ilegais se alastraram na Amazônia.

As empresas de tecnologia faturaram muito mais que a Chimet: “Enquanto as quatro principais empresas de tecnologia lucraram, juntas, 74 bilhões de dólares somente no quarto trimestre de 2021 (quase duas vezes o PIB anual de Camarões), elas parecem não se preocupar com a real origem do ouro que utilizam – nem com os conflitos que ele pode estar alimentando em território brasileiro. “

Saiba mais:

Exclusivo: Apple, Google, Microsoft e Amazon usaram ouro ilegal de terras indígenas brasileiras – Repórter Brasil, 07/22: https://bit.ly/3bkt4Bd

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