Pecuária e crise climática

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) analisou dados do sensor Modis (NASA) sobre o desmatamento no ano passado e concluiu que mais de 75% das queimadas foram para manejo agropecuário e criação de pasto para gado. Segundo o relatório, três de cada quatro hectares de terras da União invadidas ilegalmente e devastadas deram lugar para novos pastos no meio da Amazônia. 

Os impactos ambientais da pecuária são muitos: desmatamento, desgaste do solo, extinção de espécies, emissão de gases do efeito estufa, contaminação ambiental por resíduos da produção animal, contaminação de fontes naturais de água, desigualdades no campo, concentração de terra e por aí vai… 

O desafio de reduzir o consumo de carne é também um convite para que todos analisemos  possibilidades mais éticas e sustentáveis de alimentação, uma dieta que não seja baseada em destruição, sofrimento e morte.

Comer menos carne é melhor para a nossa saúde e também para o planeta. Estudos publicados em periódicos científicos já mostraram a relação entre alto consumo de carne e câncer colorretal, doenças cardiovasculares e crônicas (links abaixo).  

Saiba mais:

Pecuária responde por 75% do desmatamento em terras públicas da Amazônia – UOL: https://bit.ly/3jDetBi

Rebanho bovino responde por 17% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil – Observatório do Clima: https://bit.ly/3bIUtsj

Impacto ambiental da pecuária – Embrapa: https://bit.ly/3hg4nme

Meat consumption, health, and the environment – Science: http://bit.ly/2RGte95

Eat less meat: UN climate-change report calls for change to human diet – Nature: https://go.nature.com/3aT8Vgm

Huge reduction in meat-eating ‘essential’ to avoid climate breakdown – The Guardian: http://bit.ly/38KW5Ps

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