Espécies invasoras

A introdução de espécies invasoras é uma das graves consequências do tráfico de animais silvestres. Mesmo espécies nativas podem se tornar problemáticas quando introduzidas em habitats inadequados. É o caso das espécies Callithrix jacchus (sagui-de-tufo-branco), originários do Nordeste, e Callithrix penicillata (sagui-de-tufo-preto), do Cerrado, que estão invadindo a Mata Atlântica do Sudeste e ameaçando a extinção de espécies endêmicas.

Muitas pessoas, por desconhecimento ambiental, compram animais do tráfico e, quando não os querem mais, acabam soltando-os na natureza. “É importante que as pessoas se conscientizem de que a nossa relação com a fauna silvestre precisa ser baseada no respeito e na admiração. Nada além disso”, explica Dener Giovanni, coordenador da RENCTAS – Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais.

CONSEQUÊNCIAS DAS ESPÉCIES INVASORAS
A introdução de espécies invasoras como os saguis pode causar desequilíbrios ecológicos graves. Sem predadores naturais, essas espécies se proliferam rapidamente, competindo por território e alimentos com as espécies nativas. Esse desequilíbrio em cascata pode levar à extinção de espécies endêmicas da região.

Outro problema crítico ocorre quando animais doentes, portadores de micro-organismos letais, entram em contato com a fauna nativa. Isso pode resultar em perdas significativas de exemplares na natureza. Dener Giovanni alerta: “A interação entre o ser humano e um animal silvestre pode ser perigosa para ambos”.

AÇÕES NECESSÁRIAS
É crucial que nenhum animal silvestre seja solto na natureza sem acompanhamento técnico adequado. Além disso, é essencial conscientizar a população sobre os riscos do tráfico de animais e a importância de preservar os habitats naturais das espécies.

Saiba mais:
“Vítimas do tráfico, saguis invasores podem levar macacos da Mata Atlântica à extinção” – Mongabay: bit.ly/43nSaUT
RENCTAS: https://renctas.org.br/

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