Racismo ambiental

Novo estudo “Desigualdade de Carbono em 2030 – emissões de consumo per capita e a meta de 1,5°C”, publicado pela Oxfam, mostra que o 1% mais rico do mundo emite 30 vezes mais carbono que o nível proposto pelo Acordo de Paris, sendo responsável por 16% das emissões globais; os 10% mais ricos emite 9 vezes mais que a meta enquanto os 50% mais pobre da população global emite bem abaixo do que o nível proposto.


“Uma pequena elite parece ter um passe livre para poluir”, afirma Nafkote Dabi, responsável pela área de Política Climática da Oxfam. “Suas emissões exageradas estão alimentando a crise climática em todo o mundo e colocando em risco a meta internacional de limitar o aquecimento global. As emissões dos 10% mais ricos do mundo podem nos colocar acima da meta estabelecida para 2030. Isso terá resultados catastróficos para as pessoas em situação de maior vulnerabilidade no mundo, que já enfrentam tempestades, fome e destituição.”


Na mesma linha de estudo, o “Mapa de Conflitos Envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil”, sistematizado pela Fiocruz, revela como empreendimentos de alto impacto e riscos ambientais sempre são feitos nas periferias, municípios rurais pobres, comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais. Em coluna no Portal Geledés, a ativista negra Stephanie Ribeiro fala da discriminação racial no direcionamento deliberado de instalações de resíduos tóxicos e perigosos próximas de comunidades indígenas ou periféricas em todos os estados do país, como se a lei não fosse igual para todos.

OBS – Aos que têm dúvida sobre a pirâmide, pesquise também sobre racismo estrutural no Brasil e analise os dados censitários (negros são 75% entre os mais pobres; brancos, 70% entre os mais ricos – https://bit.ly/30pTrwB).

Saiba mais:

Confronting carbon inequality, dez 21 – Oxfam: https://bit.ly/3AhPMBX

Mapa de Conflitos Envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil – Fiocruz: http://mapadeconflitos.ensp.fiocruz.br/

Combate ao Racismo Ambiental: http://racismoambiental.net.br/

Racismo ambiental: o que é importante saber sobre o assunto – Portal Geledés: https://bit.ly/2YnLrw2

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