Os satélites do INPE e o melhor sistema de combate ao desmatamento mundo

De 2004 a 2012, nós conseguimos controlar o desmatamento. Não foi um passe de mágica, foi método: a aplicação da lei ambiental e o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), aliando tecnologia de ponta a inovadoras políticas públicas. Isso só foi possível com a articulação envolvendo diversos Ministérios, INPE (ciência), Ministério Público e a polícia para controlar o desmatamento.

A GLO (Garantia da Lei e da Ordem) na Amazônia teve início em maio do ano passado e, conforme decreto, está prevista para terminar no fim deste mês. É a GLO que tem permitido a atuação das Forças Armadas no combate de crimes ambientais na Amazônia.

Segundo reportagem da Reuters, agentes ambientais do estado brasileiro disseram que “as Forças Armadas atrapalharam mais do que ajudaram” no combate ao desmatamento.

Suely Araújo, ex-presidente do Ibama, declarou à Folha que:

“As Forças Armadas podem atuar em apoio aos órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente [Sisnama], mas são esses órgãos que têm que coordenar as operações: o Ibama, o ICMBio, os órgãos estaduais”.

Sueli Araújo, ex-presidente do IBAMA
Desde 2019, os números do desmatamento são os piores da série histórica. Alguns dados:
  • O desmatamento no ano passado foi o pior dos últimos 12 anos, segundo dados oficiais;
  • Do fim de maio de 2020 até o fim de janeiro deste ano, a Operação Verde Brasil custou R$ 400 milhões (o orçamento do órgão federal responsável para fiscalização ambiental em todo país é de R$ 70 milhões)
  • Além da Operação Verde Brasil, militares ocupam lugares de funcionários de carreira na área socioambiental: a FUNAI concentra 33 militares; o IBAMA concentra 19 militares; o ICMBio concentra 17 militares.

Saiba mais:

Militares fracassam em missão de conter desmatamento da Amazônia – UOL/Reuters, 24/03/2021: https://bit.ly/3fzzhZG
Dossiê da militarização do governo – Carta Capital, 31/03/2021: https://bit.ly/3duOzMD
Governo decide retirar militares da Amazônia e limitar fiscalização a 11 cidades de 4 estados – Folha de São Paulo, 10/02/21: https://bit.ly/3mjHEd5

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