
Pesquisa publicada no periódico científico Royal Society relaciona a construção de mais de 130 barragens na bacia hidrográfica do Paraná e a introdução de espécies invasoras de peixes com o desequilíbrio ecossistêmico e declínio generalizado de insetos aquáticos na região. Até as libélulas estão desaparecendo.
1) As barragens bloqueiam o fluxo natural das águas, de sedimentos e nutrientes, deixando as águas mais transparentes; insetos aquáticos ficam mais visíveis e vulneráveis ao ataque das espécies predadoras introduzidas.
2) Outra ameaça é a perda de habitat pela conversão para a agricultura intensiva na região e o uso de agrotóxicos.
Diferentes insetos polinizam flores, ajudam a equilibrar ecossistemas e são fontes de energia para outros animais. O desaparecimento de insetos assusta cientistas. Em outro estudo publicado na Nature e liderado pela Universidade de Munique, pesquisadores concluem que é urgente a criação de políticas públicas para mitigar esses e outros impactos negativos de barragens e de outras práticas humanas de uso insustentável da terra.
Saiba mais:
“Pervasive decline of subtropical aquatic insects over 20 years driven by water transparency, non-native fish and stoichiometric imbalance”- Royal Society Publishing: https://bit.ly/3gQs7R7
“Arthropod decline in grasslands and forests is associated with landscape-level drivers” – Nature: https://go.nature.com/3qdGSAq
“Insect population collapse: new evidence links it to dams” – The Conversation: https://bit.ly/2TWx0Py
“O desaparecimento de insetos é mais grave do que se pensava. De quem é a culpa?” – Humanitas Unisinos: https://bit.ly/3vLmIPe