Exploração madeireira é insustentável

Planos de manejo florestal para extrair produtos madeireiros legalmente de concessões florestais dizem que buscam atingir um equilíbrio entre a exploração e a sustentação da floresta. Porém, dados mostram que as populações de árvores mais antigas em florestas públicas estão diminuindo rapidamente, o que traz graves implicações para a integridade ecossistêmica e enorme prejuízo para a biodiversidade. Não existe extração sustentável em floresta primária.

A revista científica Forest Ecology and Management publicou artigo que avalia a sustentabilidade das concessões florestais brasileiras frente à demanda anual da indústria madeireira. Concluiu-se que atualmente não são sustentáveis e é importante estimular o reuso de madeira de restauração ou produção de SAFs (sistemas agroflorestais). Madeira tem que custar mais caro. Também, planos de manejo devem aumentar o período dos ciclos de corte.

Em outro estudo sobre estrutura florestal, o pesquisador Jim Lutz da Smithsonian Forest Global Earth Observatory explica:  “Árvores grandes prestam funções que não podem ser duplicadas por árvores pequenas ou médias. Eles fornecem um habitat único, influenciam fortemente a floresta ao seu redor e armazenam grandes quantidades de carbono”.

A pesquisa revelou que, em média, 1% de árvores em florestas são antigas e justamente elas compreendem 50% da biomassa florestal do planeta. Além disso, o estudo mostra como a quantidade de carbono que as florestas podem sequestrar dependem principalmente da abundância de árvores grandes.

Saiba mais:

Modelo de produção madeireira em concessões florestais se esgotará em 35 anos – Jornal da USP: https://bit.ly/328RBEx

Big trees drive forest structure patterns across a lowland Amazon regrowth gradient – Biorxiv, https://t.co/sM5R80aNsl

Inequality is normal: Dominance of the big trees – EurekAlert!: https://goo.gl/L31rmdLong-term decline of the Amazon carbon sink – Research Gate, Nature: https://bit.ly/2Z4NHYV

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