Produção industrial de óleo de dendê provoca destruição de florestas

A produção industrial de óleo de dendê através de monoculturas de dendezeiros em “novos” latifúndios está se expandindo do Sudeste Asiático para a Amazônia, provocando grilagem de terras, desmatamento, poluição com o uso intensivo de agrotóxicos e violação de direitos humanos.

Há oito anos, o Ministério Público Federal colocou na justiça os exportadores de óleo de palma no Pará, como a Biopalma.

Os principais compradores de óleo de dendê são os setores alimentício e cosmético. Pesquisa da Mongabay revela que Nestlé e Unilever consomem 80% da produção. Mais da metade de todos os produtos encontrados em supermercados hoje contém dendê, indo de sabão à manteiga, xampu, cereal matinal, macarrão instantâneo, biscoitos, entre outros. A indústria adotou o dendê porque não tem sabor e não derrete facilmente, sendo também amplamente usado na fabricação de batons.

O dendê é rico em gorduras saturadas, que podem elevar os níveis de colesterol, que pode provocar formação de bloqueios em artérias do coração. Nutricionistas não recomendam o uso regular. Além do problema de saúde pública, a produção industrial de óleo de dendê tem violado direitos ambientais e humanos, liquidando florestas e promovendo condições de trabalho análogas à escravidão.


Saiba mais:

Desmatamento e água contaminada: o lado obscuro do óleo de palma ‘sustentável’ da Amazônia – Mongabay: https://bit.ly/3iqYK7z

As plantações de dendezeiros – Movimento Mundial Pelas Florestas Tropicais: https://bit.ly/3todivb

Azeite de dendê: como produção do óleo está destruindo uma das últimas florestas tropicais da Ásia – BBC: https://bbc.in/3in15AK

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