590 mil mortes por Covid

Ultrapassamos 590 mil mortes por Covid no Brasil, uma doença que já tem vacina e que o contágio pode ser evitado com medidas de prevenção. A boa notícia é que a variante Delta, até agora, está dando menos trabalho no Brasil que em outros países. Mesmo assim, precisamos ficar atentos, porque o cenário pode se reverter enquanto não estivermos com 80% da população vacinada com as duas doses.

Um paralelo importante é analisar o que está acontecendo nos Estados Unidos. Em 25 de agosto, os EUA voltaram a registrar mais mortes que o Brasil, algo que não acontecia desde fevereiro. Lá, estão batendo novamente mais de 1500 mortes por dia. Isto tem acontecido porque apesar da disponibilidade de doses, grande parte da população tem se recusado a tomar vacina por questões políticas ou por acreditar em campanhas negacionistas e anti-vacina. Atualmente, 99% das mortes nos EUA são de pessoas não-vacinadas em redutos republicanos, onde a população está recorrendo a Ivermectina e morrendo.

No Brasil, já estamos com 66% da população com a primeira dose (já mais que nos EUA) e 37% imunizada com as duas doses. O microbiologista Atila Iamarino defende que a única explicação para a queda acentuada de mortes no Brasil (que batia 4 mil por dia em março) foi a aceleração da vacinação, já que não houve uma única ação do governo federal incentivando medidas de prevenção e controle do vírus. Para se ter ideia do desgoverno geral, até hoje o Ministério da Saúde não apresentou o Plano Nacional de Combate à Covid. Graças à cultura de vacinação brasileira e ao SUS, conseguimos acelerar o passo a partir do final do primeiro trimestre. Ainda falta vacinar bastante gente e precisamos defender as vacinas, que claramente estão funcionando.

Fiquemos alertas. Além da Delta, duas variantes foram noticiadas recentemente, a Mu (identificada na Colômbia e já está no Brasil) e a C.1.2 (linhagem com muitas mutações, identificada na África do Sul). Continuemos usando máscara para não espalhar vírus entre aqueles que ainda não puderam se vacinar. Continuemos defendendo as vacinas, denunciando notícias falsas e campanhas negacionistas.

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