Universalização do saneamento e renaturalização dos rios

Dois anos depois da aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento Básico pouca coisa avançou. Ainda 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água tratada e 100 milhões de brasileiros não têm sequer ligações para coleta de esgoto,um número que parece não mudar acompanhando os dados mais atualizados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do governo federal.

Somos o país com mais água doce do mundo e não cuidamos dela. Nossos rios urbanos estão em colapso, na UTI, poluídos, contaminados, assoreados, canalizados, sem oxigênio, sem vida e sem capacidade de recuperação natural. Só as capitais são despejados todos os anos quase 2 bilhões de metros cúbicos de esgoto em rios e represas, ilegalmente. Se as capitais têm problemas, imagina como as grandes áreas rurais do país estão abandonadas. 

Em novo estudo do Instituto Trata publicado, ficou evidente que o Novo Marco não trouxe avanço para região Norte, onde a maior parte das cidades e companhias estaduais de saneamento não apresentaram nem mesmo a documentação exigida sobre a capacidade para atingir as metas de universalização estabelecidas. 

  1. Acre: 100% da população em cidades irregulares
  2. Roraima: 100% da população em cidades irregulares
  3. Maranhão: 75,1% da população em cidades irregulares
  4. Pará: 65,5% da população em cidades irregulares

O que adianta estar entre as 10 maiores economias do mundo, quando a maioria das cidades do país não têm estação de tratamento de esgoto? Que riqueza e desenvolvimento são esses onde os números não batem com a estrutura básica do país? São quase 6 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento sendo lançadas diariamente nos nossos corpos hídricos. 

Saiba mais:

30 milhões de brasileiros vivem em cidades com contratos irregulares de saneamento básico, aponta estudo – G1, 12/07/22: http://glo.bo/3oeXbws

Colapso dos rios brasileiros: mortos ou na UTI – Estadão: http://bit.ly/2tlzTwb

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